Café Ferrolho

Chamem de análise, reflexão, desabafo… mas não chamem de retrospectiva!

07/01/2010 · 4 Comentários

Este blog mudou muito no decorrer do ano. Genericamente, ele partiu de uma análise técnica e objetiva da comunicação, para um âmbito mais amplo, que desde o início era o propósito do blog: exercitar o pensamento estratégico através de representações de marca.

Retrospectiva é muito brega, então resolvi chamar de cronologia de conteúdo, representado pelos 5 posts mais lidos e comentados de 2009.

RT @spiritosanto

O Fado da Oi

Diploma de jornalismo

Vende-se twitter no mercado livre

Coca-Cola Parc

Sempre tentei levar o blog de maneira imparcial mas, deixando a hipocrisia em 2009, isso é impossível. Quando o autor muda, o blog tem que mudar e acompanhar o ritmo de quem o escreve e, manos, eu mudei e me mudei!

Estou indo para São Paulo tentar a vida na profissão de Planejador O-que-quer-que-seja. Eu ainda não sei qual será o enfoque do blog, não sei o quanto eu vou mudar quando realmente me estabelecer por lá, mas definitivamente eu não vou deixar de escrever nesse átomo de nuvem da web. Repito! Isso não é uma retrospectiva (coisa brega!). Mas vou atribuir sentidos ao meu sentimento por esse CaféFerrolho falando os motivos do por quê não parar ou por quê começar um blog:

- Disciplina: O blog nos chicoteia, faz a gente acordar mais cedo e dormir mais tarde, delícia!

- Reflexão: Nada de reflexos, em tempos de excesso de informação, o blog nos ajuda a parar, respirar e pensar profundamente sobre um único assunto.

- Pesquisa: Que bom que informação não cai de mão beijada, acabei descobrindo muitas coisas novas quando fui atrás de informações para enriquecer os posts.

- Enfoque: Ajuda a desapegar de certos assuntos (o que ainda é frustrante). Mas, em compensação, nos posicionamos como profissional, o que é um orgulho!

Um excelente 2010!

→ 4 ComentáriosCategorias: restrospectiva
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RT @SptSntSptSnt

07/12/2009 · 10 Comentários

 

 

A expansão da Spirito Santo é um reflexo do belo trabalho de marca que eles vem apresentando, tanto como comunicação quanto como oportundiade de mercado, sendo essa oportunidade o grande diferencial que, óbvio, vou deixar para o final, caso se interesse apenas por ele, pule para o parágrafo com #.

@ Existem duas coisas muito bacanas que associo à comunicação da SPT SNT. A primeira é a evangelização, os modelos da loja geralmente são pessoas que conhecemos de Porto Alegre, músicos, designers, publicitários que convivem no nosso meio, nos influenciam e advogam pela marca, geram transparência e autenticidade em épocas que entregar um jogo de futebol é algo aceitável. O outro ponto sobre a comunicação é a experiência, desde o ponto-de-venda muito bem ambientado, com música e atendentes elegantemente desleixados, até ações como o execelente pocket show dentro do shopping Moinhos para o lançamento da nova loja. Quem viu provavelmente assistiu, ou seja, experimentou um pouco mais que um lançamento convencional:.

# A oportunidade de mercado está no produto, que não deixa de ser comunicação; na minha opinião, a Spirito Santo está navegando em um oceano azul entre o formalismo de uma alfaiataria mais refinada, como Brooksfield, Richards, Hugo Concept e Riccardi até uma estampa mais descolada, com cores fechadas mas bem diversificadas, algumas peças lembrando a moderna moda surfe, melhor exemplo: Hurley,  paradoxalmente urbana devido aos outros esportes incorporados à marca e porque, afinal, biquira é periférico não compra roupa boa!

Outro ponto muito importante: público. Existia uma necessidade desses musicos, designers, publicitários de se vestirem de forma mais elegante e com preços acessíveis, existia uma necessidade dos elegantes metro, uber e gastrosexuais de darem um toque de despojo no seu visual e, por último e principal, os homos que são disparados os mais elegantes de todos e tem uma visão mais refinada sobre moda.

Acredito que essa marca tem grande potencial para crescer, principalmente com lojas conceituais pelos grandes centros de moda e consumo, e a internet é perfeita para que esse trabalho de marca - evangelização e experiência - seja bem feito também em outras praças. Caso você não saiba o porquê de evangelização e experiência, leia o parágrafo @.

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A estética da 7º Bienal do Mercosul.

24/11/2009 · 2 Comentários

Nesse final de semana fui à Bienal do Mercosul no Cais do Porto. Eu estava em débito com essa visita, mas não perderia muito caso deixasse de ir… sim, fiquei decepcionado! Mas a estrutura era ótima, organização impecável e um local quase imbatível falando-se em grandes eventos de arte na capital gaúcha:

Eu fiquei decepcionado pois a arte entregue não era facilmente digerida, cada espaço necessitava de, no mínimo, uns 30 minutos para assistir aos vídeos ou ouvir os milhares de fones de cada exposição, além disso, sem monitor, iam-se mais uns 30 minutos de reflexão para não chegar em lugar algum. Ou seja, em uma tarde de domingo (que começa tarde!) não consegue-se tempo nem para experienciar integralmente um dos 4 espaços em exposição.

Conclusão, a obra se torna superficialmente estética, ela não entrega conceito, acaba entregando muito menos do que se propõe, o que era pre ser um evento popular com cunho educacional, acaba virando uma desculpa para tirar os filhos de casa e outros infelizmentes…

Mesmo assim, analisando pela estética, eu gostei bastante de um vídeo que mostra um sujeito magro, vestido de cuecão e com uma máscara  “mucha lucha”, ele fazia uns movimentos aleatórios e tinha uma outra reprodução no chão desse mesmo sujeito deitado, sofrendo e com objetos reais que pareciam lixo sobre ele, realidade aumenteda pura:

Então, se precisarerm tirar os filhos de casa, vale dar um olhada no sujeito, o nome dele é José Alejandro Restrepo, a obra, Ficções do Invisível, mais aqui.

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Arpers, o ponto positivo da semana.

13/11/2009 · Deixe um comentário

Em uma coisa é indiscutível afirmar que a ARP acertou a mão: os arpers. Estrategicamente, a associação precisava muito se aproximar do mercado e das pessoas que o constituirão no futuro, esse repensar a marca era uma questão de sobrevivência.

O principal motivo para eu acreditar nisso é a pessoalização da instituição, ela tinha que estar mais inserida, participar da conversa, ser protagonista ativa e não uma plataforma estática e rígida. E esse movimento está mais que consolidado em diversos conceitos e ambientes, desde crowdsourcing à gravitational media. Tem uma frase do @griffinfarley da 22square que me ajuda a terminar o parágrafo: “Não faça comunicação para pessoas que você atinge, mas para as pessoas que eles atingem!

arpers1

A gurizada que fazia parte dos Arpers era extremamente ativa, interessada e curiosa, o contrário da ARP. Eles sabiam falar a língua do pessoal de agência, produzir c0nteúdo e utilizar muito bem as redes sociais. Definitivamente, o contrário da ARP! Os @arpers tem o triplo de seguidores no Twitter do que o @semanaARP. A propóstio, pra que criar o Twitter @semanaARP?

Por mais que tenhamos uma baixa de inscrições, tivemos um excelente trabalho de comunicação da Associação. Eu espero que ela continue viva e falante, que dê oportunidades para os jovens exercitarem a profissão e espero que a ARP não hiberne até o ano que vem, afinal, por trás das melhores marcas, existem outros arpers; pessoas ativas, interessadas e curiosas.

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Foi se o tempo que RA já era.

06/11/2009 · Deixe um comentário

Até que ponto a legalzice da realidade aumentada trabalha efetivamente a marca e até que ponto a falta de atributos funcionais dessa tecnologia acaba conferindo uma peça gratuita e sem retorno ao investimento? Há muito tempo atrás, mais ou menos 1 mês, queríamos fazer alguma coisa com RA na agência, sabíamos que era um erro pensar primeiro na tecnologia, mas, querendo ou não, isso ajuda na concepção da ideia e é muito frutífera se depois nos questionamos se não pensamos primeiro na tecnologia(!).

Pois bem, na época, eu defendia que a forma com que se fazia RA já tinha se esgotado, naquele tempo (há um mês atrás), tinha-se que agregar função, interagir com outro meios, desafiar o consumidor, enfim. Acabamos sem nenhuma ideia verdadeiramente consistente e que agradasse à todos, acabamos deixando de lado a ideia de fazer realidade aumentada com a consciência tranquila, pelo menos a minha, de que a tecnologia já não despontava mais.

Então, quarta-feira passada, eu estava tomando meu café da manhã com bolo e geléia (como já postei aqui) e surge um anuncio com realidade aumenta. Era da agência do meu irmão, DCS, com a novíssima Boca. Pegamos o computer para testá-lo. O anuncio era realmente bem bonito, com musica, uma animação bem executada, mas, sinceramente, não existia nenhum dos diferenciais que eu acreditava.

iguatemiRA

IMAGE_372Ok, a foto ficou uma merda!

Corta cena, minha Mãe entra na cozinha (close na reação de espanto dela). Ela simplesmente adorou, achou lindo, e com música ainda, putz! Talvez sensibilizada pelo Natal ou sensibilizada por ser mulher mesmo. O importante é ressaltar que ontem, quinta-feira ela, relembrou o anuncio e pediu que eu o explicasse novamente e provavelmente ela deve ter contar para as amigas de paddle e por aí vai.

Gente, os tempos mudaram!!!

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Post medíocre

26/10/2009 · 4 Comentários

Já que hoje é um dia medíocre, vou escrever um post medíocre. E eu adianto que não tenho vergonha de escrever “such a thing” pois elas geralmente são endereçadas para mim.

Não é um baita trabalho de marca, seu conteúdo nem é tão bom mas ele preenche um momento muito importante da minha semana e a experiência é sempre recompensadora, ele entrega o que promete. Então, assumo: eu adoro ler o jornal Cine Semana enquanto espero a comida no Shopping Moinhos #prontofalei.

CineSemana

Com certeza isso tem prazo de validade e o principal vilão será o próprio shopping. Como muitos, eu tenho um smartphone e pago uma banana pelo consumo de dados (internet). Por outro lado, acredito que os espaços públicos com wi-fi aparecerão mais rápidos do que o barateamento dos pacotes de dados, por isso acho que o shopping matará o jornal. Ou será que não.

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O fardo e o fado da Oi

13/10/2009 · 8 Comentários

A Oi vem fazendo um fantástico trabalho de comunicação desde a criação da sua linda marca, e nisso incluo atributos, naming, linguagem, dentre outras formas de manifestação. Se tu entrares no site da atual agência, NBS, existem diversas peças, uma melhor do que a melhor.  Mas agora os caras extrapolaram! A Rádio Oi é uma das coisas mais Oi dos últimos meses, eu estou totalmente rendido e entregue à minha marca favorita de telefonia. Quando eu escuto a rádio, fico parecendo o cara aí de baixo:

OiFM

Mas calma coração! Vamos racionalizar! Meu celular não é Oi e acho que eu nem escolheria Oi, se pudesse! Oi? É, dizem que o sinal deles não é muito bom, inclusive, a sintonia da própria rádio é um pouco suja.  Além disso, o amiguxo-do-tio-da-minha-amiga disse que uma vez ele foi super mal atendido. Ou seja, em muitas circinstâncias, de socialnetworking em socialnetworking, produto comunica mais que propaganda.

Simples, ou não, assim.

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Bauducco gotas de chocolate #fail

06/10/2009 · 4 Comentários

Desde que eu me lembro como um degustador de cafés da manhã a minha família tem costume de comprar aqueles bolos prontos que vem em embalagem industriais e que, geralmente, estão na seção de bolachas e salgadinhos enquanto deveriam estar na de pães. Ultimamente não tenho comido pois são muito secos, logo, ou eu tenho que colocá-lo na boca e dar um gole de café junto, formando um consistência tipo ambrosia da Vó Maria, ou colocar um monte de geléia em cima, sujando demasiadamente boca, dedos e mesa para um café de 10 min em uma dia de semana.

ambrosia

E é por isso que vim expressar minha indignação contra os bolos secos em especial da Bauducco. Tirei fotos estilo oquepago/oquerecebo:

DSC06815

DSC06817

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Não, Bauducco! O bolo de vocês não tinha gostas de chocolate e o pote de geléia (também da Vó Maria) está ao lado da foto para comprovar isso. Tentei encontrar o SAC pelo site, mas ele estava fora do ar e a empresa ficava tentando, insistentemente, contar a história da sua marca enquanto eu só queria tomar meu café da manhã. A propósito, sou um degustador de cafés da manhã mesmo que por 10 min em uma dia de semana.

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Circo Fellini, meio que imperdível.

02/10/2009 · 1 Comentário

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Localizado na Marquês do Pombal, a casa Boni se destaca pela sua magnitude, beleza e pela escada central toda em mármore. Ela é uma típica casa burguesa do início do século XX, construída pela engenheiro Armando Boni em 1922 e o antigo lar da produtora TGD. Hoje ela é a sede do Instituto NT de cinema e vídeo, administrado pela mesma produtora, e está com uma amostra muito bacana: Circo Fellini

Circo Fellini

De 18 de setembro até 17 de novembro exibições de desenhos, fotografias, cartazes e, lógico, muitos filmes de Federico Fellini, uma dos mais importantes cineastas italianos. A campanha da mostra ficou muito legal também, com anuncio, spot e tv. Dá uma olhada no filme, também desenvolvido pela TGD, e não deixa de conferir a mostra e a Casa Boni, abre sábado, domingo e é bem pertinho do Parcão.

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Grupo²

28/09/2009 · 1 Comentário

A DCS acabou de receber um bronze no Jay Chiat Planning Award na categoria Research com o trabalho The Group That Analyzes a Group is a Group². Eu queria escrever alguma coisa sobre o prêmio mas não teria melhor pessoa para fazê-lo do que um dos planejamentos do projeto, então, fiz umas perguntinhas para o Andre Torales:

AndreTorales

1.       Do que se trata a pesquisa?
A técnica Group² é basicamente um grupo de discussão (mais informal) analisando, em tempo-real, outro grupo de discussão (convencional).
A ideia era reduzir a diferença entre o discurso e a realidade, principalmente com o público jovem.

2.       Qual foi o resultado efetivo da pesquisa?
O método Grupo² permitiu enxergar melhor essas diferenças entre discurso e realidade e aprofundar o conhecimento de forma mais prática, econômica e efetiva. Ou seja, veio informação mais qualificada do que se fizéssemos apenas um grupo de discussão convencional.

3.       Qual foi o ponto determinantepara que vocês ganhassem a premiação?
Cara, acredito que o ponto determinante foi o ineditismo do método.

Além da DCS, a JWT recebeu uma menção honrosa com “Quem foi Melhor: Biro Biro ou Maradona?” e uma prata com “Band-Aid by Alexandre Herchcovitch”, os únicos sul-americanos do evento. Parabéns!

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